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A BATALHA DE LUANDA

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A BATALHA DE LUANDA

Mensagem  theavengers em Ter Maio 01 2012, 18:23

"Estamos em Agosto de 1975. Um pequeno grupo de portugueses desembarca em Angola para ajudar a impedir a sua entrega ao colonialismo soviético. Eram poucos. Iriam porém, mostrar em valentia sem par e altruísmo sem preço, a vontade de todo o povo real que, perplexo e traumatizado, estava incapaz de reagir à mais aviltante farsa de toda a sua História. Em nome de um povo imaginário e de liberdades paranoicas — aliás tolhidas a cada passo em pesados preços de sangue e de fome — todos assistimos à maior mentira do século: a "independência" de Angola.
Qual Angola?
A que víramos próspera, virada ao futuro, na preocupação do bem-estar das suas gentes, na riqueza da sua história, no valor da sua cultura, na grandeza e na dimensão do seu viver? Ou a que encontramos destruída, com os povos famintos a fugir de um lado a outro, para morrerem mais tarde?
A que trouxe a Angola a ocupação colonial por um exército estrangeiro, em flagrante conquista militar, sem quaisquer laços que liguem o povo aos ocupantes, para além da anuência de uma minoria dirigente e totalitária e porque um governo, em Lisboa — provisório mas definitivamente irresponsável — o consentiu também? O que pensa realmente deste facto trágico o povo português e desgraçadamente o que pensará o povo de Angola? Foi um grupo pequeno que se bateu contra isto tudo. Merecem por isso o respeito e a consideração de todos os portugueses. Por se terem batido e porque se bateram bem. Alguns pagaram cara a sua dádiva. E quando no pequeno cemitério do Ambriz desceram à terra, com toda a população a assistir em religioso silêncio, com as honras devidas e cobertos com a Bandeira Portuguesa, repetia-se apenas o que ao longo dos séculos acontecera. Mais uma vez aquela terra acolhia generoso sangue português.
Em Julho de 1975 os soldados cubanos começaram a desembarcar em Angola. Faltavam cinco meses para a independência estabelecida nos Acordos de Alvor, e o exército cubano, apoiado por material de guerra russo pesado e sofisticado (tanques e mísseis), começou a invadir Angola.
Visto à luz da História, os Comandos Especiais eram em número ridiculamente pequeno. Apenas um punhado de homens: pouco mais de uma centena e meia. Vieram de todos os cantos do mundo. Alguns tinham já sido Comandos, ao tempo da sua vida de militares em Angola ou em Moçambique. Vieram espontaneamente. Nada lhes foi oferecido, e eles nenhumas condições impuseram. Claramente lhes foi dito que os Comandos Especiais iriam apenas ser a resposta altiva dum punhado de portugueses à cobardia e à traição dos que entregavam a Pátria às potências estrangeiras. Vieram por sua própria e livre iniciativa, na louca esperança de ainda salvar o nosso povo duma desonra afrontosa e de uma perda irreparável.
Logo no primeiro recrutamento surgiram aqueles que iriam constituir a mais extraordinária, a mais inconcebível, a mais desesperada força militar que alguma vez se propôs fazer frente ao império comunista: 156 homens dispondo de reduzidíssimo armamento, dependendo quase que exclusivamente de si próprios, pois o apoio logístico era praticamente inexistente. Estavam dispostos a enfrentar o MPLA comunista, mas não sabiam ainda que uma das mais poderosas máquinas político-militares do mundo iria lançar abertamente todo o seu peso na luta a favor do MPLA. Igualmente ignoravam que as autoridades portuguesas iriam dar cobertura aos comunistas.
Mas mesmo que o soubessem, na altura em que se dispuseram a lutar para defender Angola da estratégia soviética, isso não os faria recuar. Na realidade a acção desse punhado de homens começou no Verão de 75. O "Verão Quente' de Angola. Quando se verificaram os primeiros incidentes graves, em Maio/Junho de 75, em Luanda e nas áreas que impropriamente designaram como "zonas de influência", esses incidentes deram-se apenas entre os "movimentos de libertação", MPLA incluído. A cruzada parecia fácil. Se os Comandos Especiais tivessem de enfrentar apenas o MPLA, as coisas teriam seguido um outro rumo: nunca os comunistas teriam tido a possibilidade de tomar conta de Angola.
O Aito-Comissário que representava nessa altura o Governo Português em Angola teve uma acção claramente definida: de acordo com a letra e o espírito dos tratados, não concedeu nem concederia qualquer privilégio especial a nenhum dos três movimentos. Fixada a data da independência de Angola para 11 de Novembro, seriam até lá tratados em plena igualdade as três forças que entre si disputavam a supremacia em Angola. Mas essa correcta e imparcial acção contrariava os secretos desígnios dos chefes comunistas. O Alto-Comissário juntamente com o Comandante Militar, foram chamados de urgência a Lisboa. Em contra-partida, Rosa Coutinho foi para Luanda. Por curiosa coincidência, precisamente na altura em que eu próprio cheguei também a Angola. Estávamos em Agosto: exactamente no dia 5, desse ano de 1975.
A situação ali já não constituía segredo para ninguém: desde Junho que cubanos e russos mantinham, sem quaisquer preocupações de segredo, o seu Quartel-General em Luanda, na casa que fora do Administrador da Petrangol. Aí funcionava abertamente esse Quartel-General, com todas as secções e com todo o pessoal. Estávamos ainda então sob o controle do governo português, esse mesmo governo que num tratado de cariz internacional acordara não dar nem permitir que fosse dada qualquer espécie de tratamento preferencial a nenhum dos três movimentos competidores. No entanto os soldados cubanos desembarcavam em vagas cada vez maiores em Luanda, nesse Verão de 75. Todo o material de guerra que consigo traziam, ali desembarcou à vista de toda a gente.
Quando os desembarques começaram a ser feitos em massa, em meados de Agosto, passaram a ter lugar em Novo Redondo. E era às claras que diariamente rolavam as colunas militares de soldados e material cubano e russo, rumo a Luanda. Quanto ao MPLA, o movimento que servia de cobertura a essa clara invasão comunista, estava completamente subordinado ao Quartel-General cubano de Angola. Quem poderia ignorar estes factos? Na realidade, ninguém. Nem em Angola nem mesmo nos países vizinhos. E muito menos o governo português, ou pelo menos o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares.
Foi na própria Emissora oficial de Angola — ainda sob a tutela de Portugal e das autoridades portuguesas — foi através da própria Emissora oficial que se fizeram constantes e insistentes apelos para que voluntários se apresentassem no cais para trabalhar na descarga desse material cubano e russo. E muitos foram os trabalhadores que acabaram por ser apanhados à força — brancos e negros — e obrigados a ir para o porto trabalhar forçadamente no desembarque desse material. O facto dos Comandos Especiais terem lutado contra o MPLA — e contra os cubanos e russos que os apoiavam — ao lado de Holden Roberto, poderá levar a pensar que esse punhado de homens fazia parte da FNLA. Não é verdade.
A FNLA serviu de ponto de apoio para esses homens, cujo único objectivo não era nem o da conquista de riqueza ou fortuna, nem sequer o de passageira glória. Era simplesmente o desejo de manter Angola como nação livre e sem interferências estrangeiras no caminho do seu progresso. Os Comandos Especiais e eu próprio demos o nosso apoio à FNLA, por ser essa a via mais rápida para tentarmos deter a avalanche comunista que ameaçava ocupar Angola.
Foi esse o teor do acordo inicial com Holden Roberto a quem clara e iniludivelmente afirmei que nunca seriamos enquadrados nas fileiras da FNLA — com o que ele plenamente concordou. De resto — e importa que se diga — Holden Roberto mal conhecia a realidade de Angola.
Foi-nos retirado o apoio de fogo pesado dos dois obuses de 140, abandonados mais tarde em Ambrizete e transformados em massas de ferro inútil porque as suas guarnições — evacuadas de helicóptero — levaram as culatras...
Ali ficamos sob intenso fogo do inimigo. O barulho da onda de mísseis parecia uma terrível e contínua trovoada. Os Comandos Especiais ficaram colados ao terreno e impedidos de dar resposta. Ali ficou só um punhado de Comandos Especiais no dia 10 de Novembro, véspera do dia fixado para a independência. Tudo havia retirado. Do nosso posto de observação sobranceiro à cidade que não havíamos podido alcançar, vi sair do porto de Luanda a fragata que levava as autoridades portuguesas. Eram quatro horas e meia da tarde do dia 10 de Novembro de 1975.
Os Comandos Especiais olharam o silencioso afastamento daquela fragata que levava no convés apinhado de gente os últimos restos de uma presença de cinco séculos. As lágrimas de raiva e de impotência rolaram pelas faces dos Comandos que o sol de Angola curtira. A fragata lançou ferro no limite das águas costeiras e ali ficou parada até à meia-noite. Num arremedo de macabra farsa, à meia noite em ponto, esse navio da Armada Portuguesa iluminou em arco e salvou a terra...Depois, como que num silêncio de vergonha, fez-se ao largo.
Gilberto Santos e Castro"

A batalha de Kifangondo nas vésperas da Independência

Facções envolvidas
MPLA - Equipes -
FNLA - Equipes -
UNITA - Equipes -
CUBANOS - Equipes -
ELP - Equipes -

O JOGO

1975 – Verão Quente - A cidade de Luanda está ocupada pelos três partidos políticos e de uma força militar estrangeira, perante a passividade do exército colonial.
Em cada sede dos partidos políticos existe uma força militar que a defende, no entanto de forma imprevista o MPLA apoiado por forças cubanas passa ao assalto das sedes dos outros partidos.
Vencidos na cidade de Luanda pelo MPLA, as forças da FNLA e UNITA retiram para o mato, preparando-se para uma nova guerra de guerrilha, a FNLA para o Norte e a UNITA para o Sul.
A FNLA e o ELP ocuparão uma base indicada no terreno, a UNITA outra base no extremo oposto.
As forças do MPLA e Cubanas além da cidade de Luanda terão uma base no centro do terreno.
O Palácio do governo estará vazio até ás 15,00 horas podendo a partir dessa altura ser ocupado por qualquer uma das forças e mantido até ás 16,00 horas.

O FNLA reúne-se com forças do ELP e avança para a reconquista da cidade de Luanda pelo Norte enquanto a UNITA tenta a entrada pelo Sul.
A Batalha de Luanda vai começar e os combates irão durar até às 16 horas altura em que o jogo terminará sendo vencedora a equipe que ocupar o palácio governamental onde estará instalada a ORGANIZAÇÃO.
Cada Facção irá receber Info detalhada dos movimentos a seguir com horários e objectivos concretos.

Data da operação: 04/08/2012
Chegada das equipes para serem colocadas em posição: 08,30 horas
Duração da operação: 09.30h as 16.00h
Local: Alpiarte - Campo cedido pelos SPECIAL FORCE AIRSOFT TEAM
Data limite de inscrições: 21 de Julho 2012
Este jogo é unicamente reservado para equipes convidadas e as inscrições devem ser feitas directamente no Forum da AIRSOFT EXECUTIVE OUTCOMES com indicação do nº de jogadores presentes.(http://airsofteo.top-talk.net/t214-a-batalha-de-luanda#682)
Regras:
- Ataque e defesa do interior dos edifícios apenas possível em "single shot"
- Disparos a menos de 3 metros são completamente proibidos, nesse caso apenas se pode dar uma ordem de rendição (a 1 jogador) que terá de ser respeitada;
- Não são válidos disparos do tipo “chuveiro” para ganhar alcance ou contornar obstáculo onde o inimigo se defende;
- Tempo limite para cada missão (a definir nas ordens distribuídas);
- Jogadores atingidos (mortos), não falam;
- Obrigatório o uso de protecção ocular;
- Evitar imortalidade
- Não é permitido tiro cego;

- Cada vez que um jogador é atingido deverá colocar a mão na cabeça a sinalizar a sua situação de “morto”

- As bases (respawn) de cada facção não podem ser conquistadas nem atacadas;
RESPAWN:
- Médicos vão andar com fita azul e podem colocar duas vezes a cada morto.
(quando for morto a terceira vez tem que voltar para sua base tirar as fitas azuis e esperar quinze minutos desde o momento que chegue á base e depois pode entrar no jogo de novo)
- Não haverá pausas para comer (apesar de haver bar junto ao campo), ou seja, cada equipa é livre de parar para se alimentar mas o jogo continuará a decorrer com os seus objectivos;

A ORGANIZAÇÃO estará presente no CANAL 01 ou através dos números de telemóveis cedidos a todos os líder de equipes.
FARDAMENTOS:
Cada equipe poderá utilizar o fardamento que melhor entender pois cada facção terá uma fita identificativa da mesma colocada no braço esquerdo.
Todo o jogo será fotografado e filmado no entanto a ORGANIZAÇÃO agradece que cada facção tenha um repórter fotográfico.
Toda a info que será disponibilizada a cada equipe foi gentimente cedida à Organização por um dos homens que acompanhou a situação real, Pedro Marangoni, a quem agradecemos e envio um grande abraço.
Da Silva
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Re: A BATALHA DE LUANDA

Mensagem  Goblin em Ter Maio 01 2012, 18:59

Podes contar com a nossa presença.
Posteriormente informo o nº de elementos presentes.

Abraço:

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Re: A BATALHA DE LUANDA

Mensagem  theavengers em Sab Jul 07 2012, 17:53

A Batalha de Luanda. Equipes confirmadas:
Airsoft Executive Outcomes - 10
SPECIAL FORCE AIRSOFT TEAM - 12/14
BRIGADA do REUMÁTICO Team - 2
R.I.P. - 10
Força Rebelde - 5
BROTHERS IN ARMS AIRSOFT PORTUGAL -4/6
LEGIÃO BK XIII - 5
Bloodravens - 10
Legião XIII - 5
Mercenários do Matagal - 3/5
F.A.T FRANCOS AIRSOFT TEAM -5/6
REVOLUTION Airsoft Team - 10/12
Killer Bees - 3
Renegados - 3

Quinta do Duque - Alpriate (Vialonga)
S.F.A.T. - Special Force Airsoft Team
www.sfateam.forumeiros.com
Quinta do Duque - Alpriate
Coordenadas para GPS

LATITUDE: 38°51'45.93;N
LONGITUDE: 9° 5'35.31;W

Fotos do campo em:

http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.151865868176208.62603.151841351511993&type=3
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Re: A BATALHA DE LUANDA

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